31 de dez de 2007

Retrospectiva 2007

Bom... O ano finda e como de costume é chegada hora de fazer o balanço. Iniciei o ano com férias em Floripa, curti o mar e conheci a cidadezinha de Rodeio e Blumenau. Comecei o curso de instrutor de yoga. Muito bom. Ainda não me sinto preparada para a missão (hehe), mas tenho aprendido bastante e desfrutado da companhia dos colegas. Em março iniciei minhas atividades de sempre, dentre elas um curso básico de alemão. Tentativa frustrada, mas experiência interessante. Em abril participei do Congresso do CPERS em Porto Alegre e foi muito bom. Também comecei a trabalhar no NTE, o que foi melhor ainda. Mudança de ares total. Outro ambiente, outras colegas, outra rotina. Em maio iniciei minha jornada de “blogueira” (hehehe) e a partir daqui talvez não tenha muitas novidades, pois relatei, aqui, muitos dos meus momentos especiais. Em julho, uma experiência maravilhosa e de outro mundo, foi a visita ao Ashram n.º 13, inclusive relatei aqui. E eu que tinha ido em Brasília em 2005 e não pensava voltar, voltei pra um segundo reconhecimento (hehehe). Em agosto, fiquei mais velha, desisti do alemão e encarei o espanhol. A familiaridade com o idioma ajudou. Fui na Feiap e fiz a Rota dos Vinhos também. Em setembro andei pelas bandas de Caxias. Em outubro iniciei o curso Mídias na Educação, conheci a cidade de São João do Polêsine e fugi da Oktober (hehe). Onde me escondi? Livramento. Novembro: quase enlouqueci com tanto texto pra ler e tarefas pra fazer. Assisti ao show do Kleiton e Kledir, experiência que também relatei aqui. Um amigo muito, muito especial foi pra outro plano... Mas sei que nossa amizade ultrapassa essas fronteiras. Dezembro: tarefas mil num mês tão curto... Fiz algumas “visitas de médico” (exigência do trabalho) em Vera Cruz, Rio Pardo, Sinimbu, Herveiras e Vale do Sol. E depois dizem que fevereiro é o mês mais curto. Que nada, pra mim é dezembro.
No mais conheci pessoas e lugares, fiz novos amigos e outros simplesmente passaram. Torci e me emocionei com os atletas do Pan e da Paraolimpíada. Assisti filmes que gostei muito como: Quem somos nós (somos o que pensamos e não só o que comemos hehe), Obrigado por fumar (um conflito ético interessante), Uma verdade inconveniente (um alerta sobre o meio ambiente), e Tropa de Elite (osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você... hehe). Das poucas coisas que vi na TV me emocionei e aprendi também. Como o caso da moça que sobreviveu depois de ter o carro prensado contra um ônibus e um caminhão em Campinas e a tragédia em Congonhas. Aprendi que cada um tem sua hora. A TV também extraiu boas risadas. Com as trapalhadas da Bebel da Paraíso Tropical; com a Casseta e Planeta e as cenas impagáveis imitando as novelas; com as confusões da Grande Família e as tiradas da empregada de Pato Branco do Toma lá dá cá. No campo musical não consegui resistir ao embalo do Akon e Fergie, mas gosto mesmo do nacional, então ouvi mesmo foi Ivete, Ana Carolina, Babado Novo, Grupo Revelação e cantei muito o som "Boa Sorte" da Vanessa da Mata.
Bom, afinal meu ano não foi tão mal assim. Entre mortos e feridos salvaram-se todos (hehehe). Revi conceitos e tive alguns “clicks” em relação a coisas da vida. Vivendo e aprendendo. Espero que 2008 seja melhor ainda, pra mim e pra vocês! Felicidade, amor, paz... Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender... (hehehe) Bjs e até 2008!


Emoção e magia

RRRRespeitável público! Ganhei um lindo presente de uma querida amiga, o ingresso para o show do grupo Tholl. O show é mais que emoção e magia. É a prova de que se pode fazer um lindo espetáculo usando músculos bem treinados, corda, tecido e muita, muita criatividade e competência. É um show de trapézio, equilibrismo, dança e palhaçadas (hehehe). Pular corda é brincadeira de criança? Então vocês precisam ver o que eles fazem enquanto pulam corda... Figurino, maquiagem, interpretação, expressão corporal... Tudo nota 10. Se usasse chapéu, tiraria para esse grupo, pois o espetáculo é a parte nobre do circo, sem precisar fazer uso de animais para demonstrar superioridade. O que pra mim nunca chamou atenção, nem tampouco demonstrou superioridade. Animais em circo só demonstram o maltrato e desrespeito do ser humano por eles. O grupo já foi comparado ao “Cirque de Soleil” e faz parte da nova geração do circo. Nosso “Cirque de Soleil” é gaúcho, surgiu em Pelotas e fechou ano com o show em Sant’Ana do Livramento depois de mais de 200 apresentações. Deixou o público todo de queixo caído... Então: Hoje tem goiabada?...

25 de dez de 2007

Bom Natal

Certa vez recebi um e-mail que afirmava que a vida era divida em três fases: a primeira quando acreditamos no Papai Noel; a segunda quando não acreditamos e a terceira quando somos Papai Noel !!! Achei a idéia linda... e até confesso que aderi dentro das minhas possibilidades.
Apesar de já ser bem grandinha (e não me refiro à altura hehehe), acredito sim em Papai Noel. Todo dia é um presente. Todos amigos são um tesouro. A natureza é linda. A vida é uma delícia. Como não crer que o "cara lá de cima" nos presenteia a todo momento? Como dizem por aí: o pior cego é o que não quer ver... E ainda usando de frases feitas: a voz do povo é a voz de Deus.
Essa história de Papai Noel, me fez lembrar de um acontecido na infância de meu irmão. Uma vez, usando de toda sua racionalidade capricorniana ele acabou com as ilusões de um amiguinho mais novo que ele. O amiguinho todo faceiro na expectativa de ver o "bom velhinho" e meu irmão, apesar de criança ainda, racionalizando o assunto... (hehe) Perguntava ele: Tu acredita em Papai Noel? Como pode? Tu nem tem chaminé em casa? Como ele vai entrar? O Papai Noel usa aquela roupa quente e botas, e aqui nem faz frio nessa época... São teus pais que compram os presentes e colocam na árvore. (hehehe) E o golpe de misericórdia dele foi: vai dizer que tu também acredita em coelhinho da Páscoa? O coitado do amigo, já desiludido, respondeu que sim. E ele tascou: Ah, não! Tu já viu algum coelho colocar ovo de chocolate? E daquele tamanho? (hahahaha). Esse é meu irmão... Como ele mesmo diz: quem mandou eu invocar ele (hahahaha), agora tenho que aguentar a peça (hehehe. O piá saiu chorando e teve até febre de tão desiludido que ficou... Coitadinho. Não se acaba assim com as ilusões de uma criança, mas quando vem de outra criança, não se pode fazer nada (hehehe).
Eu, contrariando ele, acredito. Talvez seja porque sou uma sonhadora incorrigível. Como diz aquele samba-enredo: "sonhar não custa nada... não se paga pra sonhar". Os sonhadores às vezes, como dizem na fronteira, "dão com os burros n'água", mas continuo pensando que vale a pena. Sinto pelos que não cultivam o sonho... Pena... Não me refiro a viver fora da realidade e ver o mundo com "olhos cor-de-rosa", mas ver Deus no mundo é muito bom. No momento meus olhos estão vendo coisas que antes não viam, ou viam e não compreendiam... Talvez seja a idade que está me ajudando a compreender algumas coisas, como as que citei no inicio desta postagem.
Comento aqui outra história na minha família. Meu pai viveu neste Natal a terceira fase da vida. Ele foi Papai Noel... (hehehe). E está cheio de histórias emocionantes que dinheiro nenhum paga. Teve a oportunidade de experimentar a emoção maior de compartilhar da ingenuidade das crianças, dos sonhos puros da infância, de ver olhinhos brilhando... receber beijinhos babados (hehehe), chupetas, promessas de que vão deixar de tomar mamadeiras... Esse tipo de coisinha. Ele está encantado.
Desejo a todos vocês, meus amigos e visitantes desse blog, que vejam Deus na vida, todos os dias de suas vidas e que não percam a capacidade de sonhar, nem de acreditar em Papai Noel. E que tendo a oportunidade vivam a "terceira fase da vida", distribuindo presentes como carinho, amor, compreensão, tolerância, amizade... à todos que cruzarem o seu caminho. ;)
BOM NATAL! UM FELIZ NATAL! MUITO AMOR E PAZ PRA VOCÊS!
Ah, e pra variar fiz um slide que eterniza esse momento de "Papai Noel" do meu progenitor e prova que eu sou filha do "homi" (hahahaha).

18 de dez de 2007

Evolução - Joelmo Machado

Seleção natural... Isso é o que determina a sobrevivência das espécies no nosso planeta. Na natureza aqueles animais que não servem para o bando são abandonados. Um leão velho, que não possui forças para caçar e nem mesmo dentes para comer, é deixado à morte. As fêmeas escolhem o macho mais forte para perpetuar sua linhagem. Essa seleção natural é o que impede que ocorram defeitos genéticos em uma raça. Um elefante sem uma perna não terá descendentes, tampouco um gorila cego conseguirá viver em grupo ou cruzar com uma fêmea.
Crueldade? Não, sobrevivência!
Há milênios o ser humano caminha pela face da Terra, o Homo sapiens aprendeu, a duras penas, a perpetuar sua estirpe e dominar o planeta. Uma dominação desordenada e sem lógica. Em pouco tempo se adaptou ao frio, ao calor e, graças a uma propagação exagerada e sem seleção natural, espalhou-se por toda a superfície terrena.
Um domínio diferente, mais por quantidade que por qualidade – diria eu, grosso modo. Para espalhar-se tão rapidamente, o homem não selecionou sua espécie. Trouxe com ele toda uma série de defeitos genéticos que a “seleção desordenada”
causou. Não filtramos nossa espécie, conseguimos nos adaptar a tudo. Mas carregamos toda a sorte de doenças hereditárias.
O homem tornou-se inteligente, porém fraco. Bom ponto de vista esse, não é mesmo? Se tivéssemos evoluído selecionando nossa espécie não teríamos cegos, paralíticos, doentes e deficientes mentais... A raça perfeita! Onde estaríamos hoje? Categoricamente, respondo: ainda nas cavernas!
Foi graças à mente de um deficiente físico chamado Stephen Hawking que nossa física avançou a estágios jamais imaginados. Foi graças à coragem de uma mãe tuberculosa e alcoólatra que nasceu Wolfgang Amadeus Mozart. Após aplaudir de pé Beethoven, que acabara de reger o que seria sua última sinfonia, foi que todo o teatro de Viena descobriu que o gênio estava completamente surdo. Foi no auge de sua demência que Salvador Dalí pintou suas mais perfeitas obras...
Então o que realmente é evolução? Por que somos diferentes dos outros animais? Inteligência? Compaixão? Piedade? Não meus amigos! Amor! A nós mesmos, ao próximo... e à vida!
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A tela e o texto acima são do meu grande amigo Joelmo Machado. Se existe mesmo outras vidas, não foi por acaso que nos encontramos. Foi realmente um reencontro. E eu precisei me deslocar km de distância pra encontrar essa criatura aqui, perdida em terra de alemão. Ai, ai... (reticências pra contentar meu amiguinho... hehe ele adora e eu também)
O Joe além de designer, publicitário, artista plástico, poeta, amigo, viciado em Coca-cola e chato de plantão, também é o atual presidente da Associação Santacruzense de Deficientes Visuais (ASDV). Como dia 13 foi dia do cego, resolvi publicar o texto deste que tanto luta pelos direitos dos deficientes visuais (uma puxada de saco básica). Quem porventura se interessar em fazer voluntariado na ASDV pode ligar pra (51)37195841 que certamente arrumarão serviço, e posso adiantar que será uma experiência no mínimo divertida e muito gratificante.

5 de dez de 2007

Atualizando...

Ai, ai... Muita coisa aconteceu nos últimos dias e eu não consegui atualizar o blog... Mas ainda está em tempo... (hehe).
Em novembro, dia 20, recebemos a visita do secretário geral da GFU, Sérgio Utchitel. Ele nos brindou com uma palestra que foi realizada na Unisc, e o tema foi “Yoga, ecologia da alma”. Ajudei na recepção da palestra, distribuindo sorrisos e marcadores de página da GFU (hihi).
Na quinta-feira, ele conversou com um grupo de alunos e instrutores na casa sede da GFU. Momento para beber direto da fonte... Depois no fim de semana seguinte, um grupo foi até o Ashram n.º 12, que fica no Canta Galo em Porto Alegre, para assistir uma cerimônia cósmica realizada por ele. Foi tudo muito legal. Diferente. Oramos, recebemos a benção, almoçamos juntos e voltamos. Um programinha zen, numa semana agitada.
Abaixo algumas fotos que tirei.

Dia 30, aconteceu em Santa Cruz, um show com o Kleiton & Kledir. A Souza Cruz trouxe a dupla e o show aconteceu no Parque Ambiental da empresa, um lugar muito bonito. O show foi nota 11, como bem descreveu meu amigo Rodrigo. Dez é pouco! Sou fã da dupla há muito tempo e fiquei muito feliz de poder estar no show. Não foi fácil... Alguns ingressos foram distribuídos para o povo em troca de 1kg de alimento não perecível. Os ingressos acabaram muito rápido, mas consegui o meu a tempo (hehe). Ainda bem! Depois do show eles receberam alguns fãs para fotos e autógrafos. Lá fui eu com meu cdzinho embaixo do braço.